Entrevistando um Autor(a): Graciela Mayrink


Olá Devoradores!
Depois que fiquei um bom tempo sem publicar entrevistas que tal recomeçar com a primeira autora parceira do blog...
Para quem não sabe, ela publicou o livro Até Eu Te Encontrar, confira a resenha aqui, que está sendo republicado na Bienal do Rio pela Editora Novo Conceito.
Vamos conferir?!?!?!

1) Conte um pouco sobre a sua história, sua carreira...
Eu sou formada em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa, com mestrado em Fitopatologia (Doença de Plantas). Quando terminei os estudos, comecei a trabalhar com jornalismo esportivo comandando um site sobre automobilismo com a minha irmã, e simultaneamente trabalhei como assessora de imprensa do projeto social Ideia Fixa, que ajuda as comunidades carentes do serão nordestino. Desde pequena que eu escrevo, mas antes era um hobby apenas. Em 2008. após muito incentivo da minha irmã, eu decidi me voltar para a literatura de forma profissional e comecei a escrever Até Eu Te Encontrar, que finalizei em 2009 e foi publicado em 2011. No final do ano passado, rescindi o contrato com minha antiga editora por problemas de distribuição, e desde então estou procurando uma editora séria que se interesse por publicar meu segundo livro e relançar o primeiro.

2) Quais foram às fontes inspiratórias para que você iniciasse a carreira como escritor(a)?
Uma grande fonte de inspiração foi o livro A Marca de Uma Lágrima, do Pedro Bandeira. Li este livro quando era adolescente e na época eu pensei: "se um dia escrever um livro, quero que ele seja tão bom quanto este". Eu li muitos clássicos infantis quando era pequena e eles foram a base para definir meu estilo, que é o de escrever romances, mas no meu caso são romances normais, nada de contos de fadas.

3) Como é o seu processo de criação de uma história?
Primeiro surge uma ideia, ela fica na minha cabeça durante dias, às vezes semanas. Vou amadurecendo, pensando se ela serve pra virar um romance. Daí começo a pensar em personagens, tramas, na história completa, do início ao fim. Se a ideia não rende nada, eu deixo ela num canto da cabeça, "de molho", e aí parto para outra. Eu só começo a colocar no papel quando uma ideia inicial vira uma história completa, sabendo tudo que vai acontecer do início ao fim. Não consigo começar a escrever sem saber como vai terminar, primeiro tenho de ter tudo determinado na cabeça. Claro que no decorrer da escrita uma ou outra coisa muda, mas o final já está determinado. Costumo até escrever a última cena do livro antes de chegar na metade dele.

4) Há planos para lançar os livros fora do Brasil?
Por enquanto não. Estou focando meu trabalho aqui no país, tentando consolidar minha carreira. Lançamento fora só daqui alguns anos, quando tiver uma editora séria por trás do meu trabalho.

5) Quando e como você teve a ideia de escrever um livro?
Como falei, foi em 2008. Eu não estava totalmente satisfeita com o rumo da minha vida profissional e me dedicava muito à escrita, criando histórias apenas para eu e minha irmã lermos e ela começou a me incentivar a escrever de forma profissional. Foi quase um ano pensando no assunto porque não seria uma brincadeira, seria algo sério. Não é tão simples escrever um livro e muito menos publicá-lo, quanto mais conseguir atingir os leitores. Depois de pensar e analisar muito, de pesquisar e estudar o mercado literário e editorial, comecei a tentar bolar uma história que pudesse vir a ser publicado e alguns meses depois Até Eu Te Encontrar começou a tomar vida.

6) Os personagens costumam ser baseados em pessoas que você conhece?
Não. Posso até pegar uma ou outra característica de alguém que conheço, mas não faço uma personagem totalmente baseada numa pessoa conhecida. Tento pensar nelas como pessoas que existem de verdade, com suas características e defeitos.

7) Você sempre conta histórias para o seu filho e/ou outras crianças?
Não tenho filhos e não tenho muito contato com crianças. Minhas melhores amigas também não têm filhos e as crianças mais próximas são os filhos dos meus primos, mas todos moram em Minas, então eu os vejo pouco e, quando vejo, é sempre muito rápido e não dá muito tempo para interagir direito, ao ponto de contar histórias para eles.

8) De onde surgem suas ideias?
Eu não sei (risos). Elas simplesmente aparecem na minha cabeça. Às vezes chegam de forma inusitada, outras vezes começam de uma forma e depois tomam outro rumo completamente diferente. Mas eu não sei mesmo falar de onde elas surgem. Elas apenas aparecem.

9) Qual foi seu livro preferido, quando era criança?
Não tenho um livro específico, um único preferido. Tenho algumas histórias que não me canso de ler. Sempre gostei do livro O Patinho Feio, do Hans Christian Andersen, do livro Os Três Mosqueteiros, do Alexandre Dumas, e das lendas envolvendo o Rei Artur.

10) Como você tem divulgado o livro?
Usando as redes sociais. Hoje em dia elas ajudam muito no trabalho de divulgação porque você atinge leitores que moram longe e não possuem contato algum com as pessoas que você conhece. Twitter e facebook viraram uma excelente ferramenta para divulgar seu trabalho. Eu também conto com a ajuda de vários blogs, que divulgam resenhas do meu livro ou fazem sorteio de marcadores autografados. Também uso eventos literários, feiras e bienais como uma forma do livro ficar conhecido. E, claro, a propaganda boca-a-boca de quem leu e gostou é outra excelente forma de divulgação.

11) Como é que surgiu o título?
O título surgiu por acaso. Eu não sou boa em títulos, fico muito tempo pensando neles e nada sai. Terminei de escrever Até Eu Te Encontrar em 2009, mas o título final só veio em 2011. Eu reli a história várias vezes, tentando encontrar o título dentro dela, mas não achava. Aí comecei a pensar no que se tratava e percebi que o maior significado dela é a mudança que a alma gêmea traz para a Flávia, então percebi que a vida dela se baseava em até ela encontrar a alma gêmea, e daí veio o título.

12) Quais as suas maiores referências literárias?
Os clássicos infantis, claro, que lia muito quando era pequena, e depois as minhas grandes influências, na adolescência, foram o Pedro Bandeira e a Anne Rice.

13) Qual a mensagem você deixaria para os novos autores?
Se é isso que você realmente quer, não desista. É um caminho cheio de pedras, difícil, mas no final vale a pena. Só que tem que querer muito porque hoje em dia existem muitos novos escritores e as grandes editoras não dão chances aos novatos, e conquistar seu lugar, cativar os leitores e conseguir vender livros é algo muito difícil aqui no Brasil. A vida de um escritor é muita batalha e pouco glamour, ao contrário do que a maioria pensa, por isso tem que querer mesmo seguir esta profissão, porque as decepções no começo são muito grandes.

Então pessoal gostou de saber um pouco mais sobre a Graciela Mayrink?! Até a próxima.

Um comentário:

  1. Cada vez mais gosto de autores nacionais!
    Muito bom conhecer mais uma!
    Adorei a entrevista
    Beijos
    Rizia - Livroterapias

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